Decapando até debaixo d'água (Local: Palhoça, SC; foto: L. Duran, 2008)

quinta-feira, 8 de março de 2012

Navegação neanderthal no Mediterrâneo?

Notícia do A Blog About History.

Há, de fato, algumas evidências sobre isso: artefatos lascados em ilhas próximas ao continente, mas também em Creta. Vale à pena refletir sobre o assunto:

http://www.newscientist.com/article/mg21328544.800-neanderthals-were-ancient-mariners.html

terça-feira, 6 de março de 2012

Admirável antigo Novo Mundo

Notícia sobre conjuntos de evidências - sérios - que apontam para mais uma provável via de colonização da América.


Com o avanço das descobertas arqueológicas, do processamento de dados, das interpretações dos resultados e da percepção de que a ciência é construída por paradigmas mutáveis e não por dogmas, enxergaremos que o 'descobrimento' do Novo Mundo pode ter ocorrido antes do que se imaginava há 50 anos atrás e que a via marítima teria sido uma alternativa plausível para esse e outros deslocamentos pré-históricos.   

Enterramentos da Toca da Caveira, ilha de Búzios, Ilhabela, SP

No início de fevereiro foram localizados pelo menos cinco enterramentos pré-coloniais na recém batizada Toca da Caveira, na ilha de Búzios, município de Ilhabela, Litoral Norte de SP. Após estudos laboratoriais a equipe de arqueologia chegou à conclusão de que se tratavam de indivíduos provavelmente de origem Macro-Jê, ou seja, colonizadores cronologicamente posteriores aos povos sambaquieiros, estes sabidamente versados na faina náutica.

O interessante dos achados é que eles proporcionam mais evidências das capacidades de marinharia desses povos indígenas imediatamente anteriores à chegada do europeu, pois não haveria outra forma de se chegar à ilha de Búzios senão por embarcações apropriadas para mar aberto.

Mais notícias no link do jornal Imprensa Livre:

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Área portuária do rio Itiberê, Paranaguá, PR

Essas fotos são de 2007 e mostram um pouco da fachada portuária oitocentista e do início do século XX de Paranaguá, no estado do Paraná.


Antes da transferência das atividades portuárias principais para o porto D'Água, depois chamado de Dom Pedro II, isso a partir da década de 1860, o porto de Paranaguá funcionava no rio Itiberê, na fachada leste do hoje Centro hitórico. Hoje ele ainda funciona para atividades turísticas náuticas.
Nesta postagem apresento algumas fotos que registram a fachada portuária dos séculos XIX e XX. As estruturas portuárias mais antigas hoje não estão mais visíveis, sendo representadas pelo arruamento e pelas edifficações mais antigas, tais como as igrejas e o antigo convento jesuítico.

Perto do Mercado Municipal



Essa parte foi aterrada e hoje o mar fica bem distante, mas as estruturas portuárias antigas foram parcialmente mantidas, criando-se uma espécie de monumento incorporado a essa grande praça. É pena que o espelho d'água estivesse um tanto quanto sujo à época.



Note-se as pedras da antiga beira do cais, junto ao espelho d'água, arrematando o muro de saneamento.


Ao longo da rua General Carneiro



As pedras de arremate da beirada do cais, semelhantes àquelas junto ao Mercado.

Escada de acesso às embarcações pequenas.

 Argola para a amarração das embarcações, muito desgastada.

Ao fim da rua, na intersecção com a rua XV de Novembro, há um guindaste manual, talvez um dos últimos no Brasil.



Os canhões encontrados no porto do Rio de Janeiro

Semana passada foram desenterrados dois canhões, provavelmente de fins do século XVI ou início do século XVII, durante os trabalhos arqueológicos nos arredores do porto do Rio de Janeiro, dentro do projeto intitulado Porto Maravilha. Eis um dos muitos links para mais informações sobre o achado:

http://extra.globo.com/noticias/rio/arqueologos-acham-canhoes-de-pelo-menos-400-anos-na-zona-portuaria-3966265.html

Apesar da grande importância do achado, esse não foi um fato isolado. Muitos canhões já foram encontrados, no Brasil e no mundo, durante obras de escavação. A razão de muitos canhões terem sido enterrados - e, às vezes, lançados ao mar - é que, uma vez obsoletos, eles não podiam ser utilizados para os fins de combates regulares, mas, ainda assim, poderiam ser eventualmente disparados. Ou seja, continuavam a ser armas.
Vejamos alguns outros exemplos de canhões desenterrados:

Canhão português encontrado na Austrália:
http://www.ionline.pt/opiniao/sorte-canhao-enterrado-na-areia-natal

Canhão encontrado na Paraíba:
http://www.panoramio.com/photo/14636036

Canhão encontrado na fortaleza da Barra Grande, no Guarujá, SP, nos anos 80:
http://www.novomilenio.inf.br/guaruja/gh013g.htm

Canhões encontrados durante obras na praça Esteves Jr., Beira Mar Norte, Florianópolis, SC:
http://www.guiafloripa.com.br/turismo/centro/pontos_turisticos.php3

Polêmica, muitos anos depois, na mesma região da capital catarinense, sobre outro suposto canhão enterrado:
http://wp.clicrbs.com.br/visor/2010/11/11/misterio-do-canhao-na-praca/?topo=67,2,18,,,67

http://cangarubim.blogspot.com/2010/11/o-misterio-do-canhao-da-praia-de-fora.html  

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Tesouro com 3 bilhões em platina no Atlântico Norte? Muita calma nesta hora.

Prezados leitores, muita calma nesta hora. Nesses tempos de pujança econômica dos países ditos em desenvolvimento, e de desespero econômico em alguns países ditos desenvolvidos, muito tem se falado a respeito de promessas financeiras submersas ao alcance dos empreendedores audazes. Peço calma, porque isso não é novidade na história do mundo, sujeita a forjar heróis e bandidos de acordo com a maré. E a calma é para pensar e refletir, porque isso também é produção.
A mais recente notícia é a do navio cargueiro com 3 bilhões em platina, afundado por um u-boat em 1942, nas águas próximas aos EUA.
Peço que vocês vejam esta notícia abaixo, que explica um pouco mais sobre o caso e sobre os direitos à carga.

http://portuguese.ruvr.ru/2012/02/05/65392108.html

Além disso, gostaria de ressaltar que os naufrágios da Segunda Guerra são túmulos de guerra e são, sim, passíveis de intervenções arqueológicas e de fornecer informações para a construção de uma história mais abrangente.
Vejam exemplo de pesquisa desenvolvida há anos na Carolina do Norte, EUA (fonte: A blog about history).

http://www.smithsonianmag.com/history-archaeology/Diving-for-the-Secrets-of-the-Battle-of-the-Atlantic.html#ixzz1lA0uVcQ8

domingo, 29 de janeiro de 2012

Porto de Barra do Itapemirim, Marataízes, ES

Essas fotos são da área do porto de Barra do Itapemirim, município de Marataízes, ES. Foram tiradas no final do ano passado. Embora o local continue a ser utilizado como porto de pesca e área de lazer/ cultura, ainda falta muito para uma revitalização completa, incluindo o restauro do edifício do Trapiche que, no mínimo, precisa de um trabalho de consolidação das ruínas.

 
Palácio das Águias restaurado

O Trapiche, em ruínas
O antigo porto de Itapemirim apresenta estruturas muito interessantes para a compreensão da dinâmica dos portos médios, pois ele teve um movimento considerável até meados do século XX – maior que o porto de Benevente (atual Anchieta), mas menor que o de Vitória. Como parte dos meios de transporte que promoveram o seu desenvolvimento temos as linhas regulares de navegação marítima a vapor – desde meados do século XIX – além de uma linha de navegação fluvial a vapor que chegava até Cachoeiro do Itapemirim.
Saiba mais sobre a navegação fluvial:
Soma-se a elas a abertura de uma ferrovia, que nas primeiras décadas do século XX conectou o porto a Marataízes, a Itapemirim (sede), às usinas de cana-de-açúcar, tal como a Paineiras, até hoje em funcionamento e, por fim, Cachoeiro.
Saiba mais sobre a ferrovia:

Estrutura do cais de pedra, na área do Trapiche

E para que tudo isso funcionasse em conjunto foram construídas estruturas, equipamentos e edificações que faziam a intermediação entre a terra e a água, entre a carga e descarga das mercadorias, entre o embarque e o desembarque dos passageiros.
Muro de pedra do cais do Trapiche

Prolongação do cais do Trapiche. Pilares para sustentar os trilhos da ferrovia?

Escada e rampa de acesso do cais do Trapiche ao rio 
Apesar do porto de Barra do Itapemirim ter essas ruínas remanescentes do cais construído sob a lógica capitalista, sobrevivem algumas atividades e paisagens que remetem a tempos anteriores.
 
Estaleiro com a igreja de N. S. dos Navegantes ao fundo
Assim, tendo como base o que ainda se pode ver no local, acredito que o porto de Barra de Itapemirim guarda um grande potencial arqueológico, tanto em sua porção emersa, quanto embaixo d’água.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Simpósio "Arqueologias marítimas: desafios, práticas, ética e função social"

Como parte da programação da VI Reunião de Teoria Arqueológica da América do Sul, que vai acontecer entre os dias 17 e 21 de setembro deste ano, na cidade de Goiânia, previu-se a realização de um simpósio sobre Arqueologia marítima, organizado pelos arqueólogos Leandro Duran e Gilson Rambelli. As inscrições de trabalhos vão até o dia 29 de fevereiro.

Para mais detalhes, clique:

http://vitaas.blogspot.com/p/eventos.html