Decapando até debaixo d'água (Local: Palhoça, SC; foto: L. Duran, 2008)

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Sir Francis Drake merecia coisa melhor!

Uma equipe de confessos caçadores de tesouro localizou duas embarcações perto de Portobelo, Panamá. Atribuem os barcos à frota de Francis Drake, aristocrata elisabetano cujas ações bélicas navais envolveram, além de operações de corso, a defesa da Inglaterra contra a Grande Armada filipina.
Em 1596, depois de mais um ataque às possessões espanholas, faleceu vitima de disenteria e foi sepultado nas águas costeiras do Panamá. Embora os caçadores de tesouro aleguem que não promoverão escavações nos dois naufrágios, continuarão a procura do caixão de Drake.
Sem dúvida mereceria Sir Drake um tratamento pós-morte mais honrado!

Provável 'estaleiro' maori encontrado na Nova Zelândia

Um fragmento de enxó lítico, além de estruturas de combustão e restos alimentares - conchas e ossos de mamíferos aquáticos - foram encontrados embaixo do edifício demolido de uma agência de correios do século XIX em Lyttlelton, Nova Zelândia. O local pode ter sido utilizado como um 'estaleiro' de wakas, grandes canoas maoris. Os achados, embora ainda não tenham datação absoluta, podem remontar há 800-1000 anos atrás, reforçando a história oral contada sobre o local.

Para saber mais:

http://www.stuff.co.nz/national/5763605/Maori-adze-found-at-post-office-site

Descoberto naufrágio do século XIII próximo à Nagasaki, Japão

Descoberto, próximo da costa, porção da quilha de embarcação supostamente relacionada a uma das mal fadadas invasões mongóis ao Japão, no final do século XIII.

Note-se que os pesquisadores japoneses estão bastante cautelosos e não pretendem se render à afobação, escavando de forma passional e inconsequente o importante e bem preservado sítio. Ele será recoberto para posteriores estudos.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Novas ArqueoSub: barco viking encontrado na Escócia

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Descoberta, na Escócia, Reino Unido, estrutura funerária viking cujo 'esquife' é uma embarcação de 5 m de comprimento.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Dicas ArqueoSub: navegação nos canais de Santos

Estas fotos foram tiradas em 2007. São do final do Canal 1, na confluência das avenidas Ana Costa, Pinheiro Machado e Rangel Pestana, próxima ao restaurante Almeida, ao colégio Cesário Bastos e à antiga garagem dos bondes.

Quando eu era criança, intrigavam-me as fotos do início do século XX que mostravam botes dentro dos canais, coisa absolutamente improvável para mim na Santos dos anos 1970 e 1980, quando os canais eram muitíssimo mais poluídos do que são hoje – diga-se de passagem que eles só são sujos por causa das ligações de esgoto clandestinas, antigamente muito mais frequentes. Eu não entendia a função de drenagem dos canais e, além disso, a aparência de cloaca deles desestimulava qualquer reflexão.

Com o passar dos anos e a melhora das condições dos canais foi ficando menos repulsivo caminhar ao longo deles, até que se tornou um passeio agradável, ou quase isso. De qualquer forma a salubridade relativa e a minha profissão foram fazendo-me juntar as peças do quebra-cabeça canais/navegação.

Uma das evidências está nestas fotos: escadas para acesso ao fundo do canal. São grandes as possibilidades de elas terem sido utilizadas para o acesso das pessoas a embarcações pequenas, talvez na maré alta, quando as condições de navegabilidade seriam melhores. Note-se que o característico guarda-corpo dos canais, cujo desenho é uma repetição do padrão “IOI”, impede o acesso às escadas, denotando que eles são posteriores às mesmas. Logo, as escadas já não tinham mais função à época da implantação desse hoje ícone urbanístico.

Na outra foto pode-se ver um piso de ladrilhos hidráulicos em meio à pavimentação recente, outra indicação de que o local tinha uma função hoje desaparecida.
Vale à pena consultar o site Novo Milênio para ver fotos e cartões postais de época que mostram o uso dos canais como vias de navegação. Há inclusive um cartão postal que mostra o mesmo local da foto aqui postada, em 1914.

http://www.novomilenio.inf.br/santos/fotos023.htm

Finalizando, penso que um bom tema de pesquisa poderia ser o mapeamento e levantamento das estruturas arquitetônicas ligadas à navegação que ainda resistem nos canais de Santos... antes que alguém resolva propor novamente a cobertura deles!

domingo, 9 de outubro de 2011

Novas ArqueoSub: Pavlopetri Underwater Project

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Universidade de Nottingham, na Inglaterra, lança modelo 3D para cidade submersa na Grécia.

Novas ArqueoSub: salina romana a 5 metros de profundidade

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Salina romana foi encontrada em Vigo, Galícia, Espanha, a 5 m de profundidade, durante trabalhos arqueológicos para a ampliação de uma rua. O abandono da salina foi provocado pelo recuo do mar.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Dicas ArqueoSub: Campos dos Goitacazes, RJ

Durante meus trabalhos pelo Brasil eu procuro observar onde poderiam ser desenvolvidas pesquisas de arqueologia voltadas para a compreensão da interação entre os seres humanos e a água. Muitas vezes esses 'cenários' estão relativamente afastados do mar, necessitando de uma observação mais detalhada do potencial científico do local.
Esse é o caso da cidade de Campos, no norte fluminense. Embora ela esteja apenas umas poucas dezenas de quilometros distante do mar, alguns aspectos da interação entre a dinâmica urbana, o rio Paraíba do Sul como via de circulação e o transporte de cargas e pessoas até e do porto de São João da Barra, na foz do Paraíba, hoje foram ofuscados pelas rodovias.
Como é absolutamente impossível um investigador realizar todas as pesquisas que ele deseja no espaço de sua vida útil, segue aqui esta dica para os jovens pesquisadores do amanhã... que bem pode ser logo o dia de amanhã... se não fosse sábado, claro!



Essas fotos são de 2006. O local está diante da praça principal da sede do município. Apesar da grande quantidade de cimento e concreto na muralha de saneamento, resultado de reformas e consertos contemporâneos, é possível notar que esses materiais encobrem parcialmente estruturas mais antigas, tais como o guarda corpo de metal, nitidamente anterior à alvenaria. Na segunda foto é possível perceber, além das argolas de metal para a amarração de embarcações, o negativo de uma possível antiga escada que fazia a ligação da rua com a margem do rio, testemunhos de uma interação entre a cidade e o ambiente fluvial que hoje não mais existem no perímetro urbano.

Novas ArqueoSub: barcos da Idade do Bronze

Para mais detalhes, clique no título da notícia.

Projeto internacional tem como objetivo o estudo da maritimidade proto-histórica da Bélgica, França e Grã Bretanha.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Moinho medieval submerso

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Escavado, na Inglaterra, um moinho/ oficina de tecelagem do século XIII. Mais um bom exemplo de que a arqueologia subaquática não se resume ao estudo dos naufrágios de embarcações.